A Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal do Pará abriga, até o dia 7 de março, a exposição Aparelhagem: o fenômeno da Amazônia, que apresenta ao público a importância e a identidade cultural das aparelhagens para os paraenses. Proposta durante a disciplina “Elementos de Exposição”, da Faculdade de Museologia, a exposição, além de ofertar ícones da identidade visual desse fenômeno social, também conta com uma programação, com debates e rodas de conversa.
A ideia da exposição surgiu de uma dinâmica de sala, na turma do ano de 2021 de Museologia, quando cada grupo propôs uma exposição curricular para a disciplina. Um dos curadores da exposição, o estudante Luiz Felipe, escolheu o tema, pensando, primordialmente, em fazer uma homenagem para as aparelhagens, com a proposta de conectar o contexto cultural com o atual . Porém, com o decorrer da disciplina, o grupo criador da exposição optou por mudar a abordagem e focar no olhar de pessoas que trabalham e frequentam as aparelhagens, como uma forma de enriquecer, em detalhes, a abordagem da exposição.
“Nós decidimos que seria interessante falar desse tema, levando em consideração o fato de que nós entendemos que as aparelhagens são mais que apenas festas, são um fenômeno social, pelo importante vínculo para a conectividade cultural, ao facilitar a expressão e preservação de identidades culturais. Refletem tradições, emoções, conectividade, ancestralidade e envolvimento da comunidade com a tecnologia, criando uma experiência única de comunicação intersensorial”, explica Luiz Felipe.
Assim, os visitantes da exposição encontram elementos presentes no cotidiano das populares festas, como as luzes, as pessoas dançando, as faixas de anúncio das festas feitas de ráfia e aparelhagens em miniatura. Além disso, a mostra propõe a interação dos visitantes com um quiz de “verdadeiro ou falso” sobre a história do movimento. Para Luiz, “trazer esses códigos de subculturas urbanas que são marginalizadas é uma forma de fazer com que esse preconceito também seja diminuído”.
“Falar sobre essa temática reforçando não apenas a festa, mas também aqueles que trabalham nos bastidores e as músicas que fazem parte da nossa vivência é muito importante. Esta foi uma oportunidade de mostrar para mais pessoas, para a comunidade acadêmica e para todos que a visitam que as aparelhagens são muito mais do que equipamentos de música em uma festa, elas fazem parte da nossa vivência cultural no Pará e no Norte”, comenta a professora Christiane Santos, que propôs o desafio aos estudantes.
Visitação – A exposição segue aberta até o dia 7 de março, na Faculdade de Artes Visuais da UFPA. A visitação é livre e ocorre de segunda a sexta, em horário anunciado na página da exposição. “A galera tem uma conexão emocional muito forte com o tema, então a exposição desperta emoções e memórias nos visitantes, especialmente naqueles que têm uma conexão pessoal com a cultura de aparelhagem”, ressalta o curador Luiz Felipe.
Na próxima sexta, 28 , a exposição receberá, ainda, a roda de conversa “Fenômeno das aparelhagens: Memórias, narrativas e vivências em festas”, que terá como convidadas(os) a artista plástica Mileide Barros, o dançarino Luan Sacramento, o cantor Marcos Maderito e o museólogo Wanderson Amorim. O bate-papo é aberto a todas(os) e ocorrerá das 14h às 17h, no miniauditório da Faculdade de Artes Visuais. Para participar, basta se inscrever no formulário digital.
Para saber mais sobre a programação da exposição, acesse a página no instagram.
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